Sem Parar vs Conectcar

Sem Parar vs Conectcar

Por Daniel
qua, 13/04/2016 - Atualizado 1 ano atrás
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Comparação e esclarecimento de dúvidas para os principais serviços de cobrança automática de pedágios e estacionamento.

Comodidade com um toque de malandragem

Os sistemas de cobrança eletrônica são um conforto para os motoristas que saem de casa só com um cartão no bolso ou que sempre perdem os bilhetes do estacionamento.


Apesar de terem sido implantados a mais de 15 anos, os dispositivos de cobrança eletrônica pouco evoluíram em termos de clareza e transparência ao consumidor. Instalar um equipamento destes é como fazer a assinatura de revistas naquelas bancas instaladas em supermercados e aeroportos que prometem "brindes": Você só se dá conta do que fez quando começa a pagar.


Os problemas mais comuns que tive com estes sistemas com relação às informações foram:

  1. As páginas na internet não deixam claras TODAS as tarifas que serão cobradas nem quando serão cobradas (ativação, renovação, troca de veículo, substituição, mudança de plano...).
  2. As páginas na internet não deixam claros os critérios de reajuste das tarifas/mensalidades.
  3. O contrato não esclarecer sobre as limitações, regras e condições de pagamento para múltiplos veículos em um mesmo CPF.
  4. As formas de pagamento/aquisição de créditos não são claras para as modalidades de planos. Para tornar ainda mais difícil, cada plano aceita um tipo de pagamento diferente.
  5. Nos contratos, não estão especificadas as indenizações em caso de dano ao veículo por fechamento da cancela ou cobrança indevida.
  6. Os sistemas de pagamento de abastecimento com a TAG são confusos e burocratizados. É muito mais fácil pagar com o cartão da conta-corrente.
  7. Em sistemas pré-pagos, não são disponibilizadas informações sobre o que ocorre se uma estadia de estacionamento, por exemplo, superar os créditos no equipamento.
  8. Nenhum sistema indica, na saída dos estacionamentos, o valor pago pela estadia.


Eu tive a oportunidade de usar os dois sistemas aqui apresentados, eles funcionam bem mas carecem de informações aos usuários. Vou tentar esclarecer as dúvidas mais comuns neste artigo.

 

Sem Parar


O Sem Parar é uma empresa que tem como principais acionistas o grupo Camargo Correa, a CIPEF (Grupo de Investimentos) e a Raizen (Postos Shell no Brasil), é uma das operadoras mais antigas do sistema de pagamento remoto de pedágios.


Embora seja o sistema com maior cobertura no Brasil (em função do tempo em que está no mercado), o Sem Parar é também o mais burocrático, caro e misterioso para os usuários.


O atendimento ao cliente é concentrado em vendedores ambulantes encontrados em praticamente todos os postos e paradas das grandes cidades e através do telefone. O site na internet é bastante limitado permitindo apenas a consulta ao extrato, alteração de conta corrente, e habilitar e bloquear os tags. Sem uma senha de acesso, você não consegue consultar o contrato dos serviços que vai utilizar.


A principal vantagem oferecida pelo Sem Parar são as opções de planos pós-pagos. Você paga depois de usar os pedágios ou estacionamentos através de débito em conta ou no cartão, sem bloqueios por falta de créditos.

 

Pontos positivos

  • Autêntico serviço pós-pago (Excelente!!): Você paga depois de usar os pedágios/estacionamentos.
  • Maior aceitação do Brasil, desde que você possua DUAS TAGs instaladas. Se tiver apenas a TAG nova de 915Mhz, a cobertura é bastante limitada.
  • Extrato de utilização bastante detalhado.
  • Sem carência para mudança de planos.
  • Envio de Nota Fiscal eletrônica após o uso de estacionamentos.
  • Pequeno desconto para mais de um veículo cadastrado.

 

Pontos negativos

  • Pagamento limitado a cartão de crédito ou débito em conta.
  • Descontos confusos no cartão de crédito, como se o serviço fosse pré-pago.
  • Se você tiver mais de um veículo cadastrado, precisa usar o mesmo meio de pagamento para todos.
  • Nos planos pré-pagos, o valor da recarga só pode ser depositado através de débito automático.
  • Planos pré-pagos com taxa de recarga superior à concorrência (R$ 10,00 para R$100,00 de créditos).
  • Péssima página na internet, sem termos e condições de uso, sem cópia do contrato, sem nada. Nem os termos de cobrança são claros. Para auxiliar os usuários, disponibilizei os documentos abaixo.
  • Mensalidade pesada para quem usa pouco os serviços de pedágio e estacionamento (de R$ 14,70 a R$ 19,47).
  • Taxa de adesão e de substituição de TAG (R$ 82,42 para novo TAG e metade disso para substituir no plano CLASSICO.
  • Taxa de adesão disfarçada de tarifa mensal no plano ADESÃO ZERO.
  • Não substituiu todos os leitores de TAGs da frequência antiga pelos novos. Muitas localidades, principalmente estacionamentos, ainda não fazem a leitura na nova frequência.
  • Nos estacionamentos, a cancela abre na saída sem que você saiba quanto pagou. Não existe nenhuma indicação do valor cobrado.
  • Cobrança de nova taxa de ativação após 5 anos no plano CLÁSSICO (Malandragem!)
  • Cobrança de nova taxa de ativação para não devolução da TAG no encerramento do contrato.
  • 3 dias úteis para liberar a TAG em caso de problemas no pagamento/bloqueio.
  • A mudança de planos, dados pessoais e demais informações é baseada em ligações ao call-center ou visitas aos quiosques. Nem tudo pode ser feito online.

 

Documentos úteis aos usuários

 

Conectcar


Trata-se de uma empresa relativamente nova que tem como principais acionistas o grupo Ipiranga e a Redecard.


O Conectcar já iniciou as operações com a nova frequência de TAG, por isso não precisou trabalhar com dois sistemas diferentes. A página da internet é mais detalhada e completa pois permite consultar os planos disponíveis e os valores cobrados. Na seção do usuário, permite consultar os créditos, comprar créditos, alterar planos e alterar os dados cadastrais.


A compra do TAG do Conectcar pode ser realiza online ou nos postos Ipiranga por valores ao redor de R$ 40,00 e já vem habilitada no plano básico pré-pago automaticamente, basta carregar com créditos para utilizar. É importante ressaltar que nesta modalidade, os créditos tem validade de apenas 120 dias (4 meses).


Os planos pré-pagos com mensalidade fixa podem ser confundidos com planos pós-pagos, por isso o usuário deve ter cautela para definir os valores mínimos entre recargas de forma a evitar ter o veículo bloqueado.

 

Pontos positivos

  • Várias opções de planos pré-pagos, com recarga automática ou manual.
  • Você pode possuir veículos no plano básico (pré-pago) e abastecer de créditos conforme a necessidade, sem mensalidade.
  • Contrato e termos de uso estão disponíveis na página da WEB, sem necessidade de cadastro, no formato PDF (Nota 10!!).
  • Telefone de atendimento no adesivo da TAG.
  • Não requer TAG de 5,8GHz.
  • Você pode ter um plano diferente para cada veículo.
  • Compra de créditos pela internet.
  • Acumula pontos no "KM de Vantagens" do Ipiranga. Um programa de descontos fantasiado de programa de milhagens.
  • Desconto de 5% em um posto Ipiranga previamente cadastrado. Não sei se é uma vantagem porque os postos Ipiranga em SP são significativamente mais caros.
  • Taxas mais em conta para a recarga avulsa de créditos (R$ 7,90 para cada R$100).
  • Envio de Nota Fiscal eletrônica após o uso de estacionamentos.
  • Os créditos avulsos podem ser pagos (online) através de boleto e transferência bancária ou comprados nos postos Ipiranga.
  • Cobra pelo TAG (aprox. R$ 40,00), sem taxas de ativação, transferência, etc...
  • Prevê no contrato a devolução de créditos não utilizados em caso de encerramento do serviço.

 

Pontos negativos

  • Créditos valem por 120 dias no plano BÁSICO (CUIDADO!! Malandragem). Nos demais planos o contrato não estabelece validade.
  • Planos mensais só aceitam cartão de crédito e débito em conta corrente.
  • Sem opção de planos pós-pagos: sem créditos => cancela bloqueada.
  • Impossível usar meios diferentes de pagamento para mais de um veículo cadastrado nos planos FLEX ou FIXO. Os créditos nestes planos são obrigatoriamente compartilhados.
  • Carência para a mudança de planos (30 dias).
  • Aplicativo para celular só serve para consultar o saldo.
  • Aceitação menor em estacionamentos.
  • Nos estacionamentos, a cancela abre na saída sem que você saiba quanto vai pagar. Não existe nenhuma indicação do valor cobrado.
  • Créditos avulsos não podem ser pagos com cartão de crédito (apenas boleto ou débito em conta).
  • 2 dias úteis para liberar a TAG em caso de problemas no pagamento/bloqueio.

 

Documentos úteis aos usuários

 

Impressões do comentarista Matheus

Conectcar

  • Se você possuir "km de vantagem" (programa de milhagem, altamente questionável, da Ipiranga), você consegue comprar o tag com um bom desconto nos postos da Ipiranga (se não me engano, paguei R$ 15). Como os km de vantagem são praticamente inúteis, é uma boa forma de queimá-los (são bem poucos os necessários para o desconto).
  • A validade dos créditos pré-pagos assusta mais do que deveria. A cada utilização ou recarga a validade é atualizada. Ou seja, se você carregar com 1000 reais e passar em um pedágio a cada 119 dias, não há com o que se preocupar.
  • As regras de desconto mudaram recentemente e são diferentes para a cidade de São Paulo e o restante do país. Basicamente existem descontos de 3 a 5 %, porém só é válido para o seu posto favorito, indicado no cadastramento do tag. Se o usuário possuir o plano pré-pago é uma grande desvantagem, pois o custo da recarga é equivalente ou maior que o desconto oferecido. Isso está escrito no regulamento do programa, mas os frentistas que vendem o tag informam erroneamente (na minha percepção, de pura má fé). Para quem mora na cidade de São Paulo, abastece sempre no mesmo posto e tem interesse pelo plano pós-pago, é possível utilizar o saldo em "km de vantagem" como desconto no abastecimento.
  • Ademais, o processo de pagamento via tag é eterno. Você tem que colocar cpf, o número do tag, a senha do site, a placa, ter saldo na conta do programa, etc. Demora e frequentemente da erro. Para quem mora em São Paulo há a necessidade de instalar um aplicativo no celular e fazer algumas iterações entre frentista, tag, máquina de cartão e aplicativo. Não vejo vantagem nenhuma em complicar as coisas por um desconto que muitas vezes é um custo mascarado. Para o usuário padrão, um cartão de débito ou crédito é muito mais negócio (destaco que para usar o abastecimento por tag você já teve que colocar o crédito, sem saber quanto e quando será seu uso, sendo uma opção sempre pior que deixar o dinheiro em conta corrente), pois além de ser mais prático, não te deixa preso a nenhuma bandeira. Para quem busca praticidade, talvez a solução do semparar funcione (na shell apenas), pois eles têm o leitor da tag no teto, como no pedágio.
  • Existia uma taxa extra para pedágios fora de SP, mas nunca me foi cobrada (testei em MG e RJ, em rodovias estaduais e federais). Não encontrei ela no site e talvez tenha sido extinta.
  • Quando você entra em estacionamentos e seu saldo não é suficiente, você tem a opção de carregar o tag no caixa do estacionamento (usei esse recurso no estacionamento do aeroporto de Guarulhos, porém não funcionou e tive que pagar normalmente, com um funcionário abrindo a cancela manualmente para mim).
  • Se você fizer um comparativo entre os planos pré e pós (básico, autocarga e flex), o pós (flex) só vale a pena para despesas médias mensais acima de 350 reais. O pré com recarga automática (autocarga) é funcionalmente igual e mais em conta. O pós só vale a pena se o usuário for um IpirangaLover e abastecer lá quizenalmente, tanque cheio, o ano inteiro. Recentemente criaram o plano "abastece aí" (só para cidade de São Paulo), que é um pós-pago com mensalidade de R$ 4,90, não cobrada para quem consome mais que R$ 200 por mês em abastecimento. Essa opção é interessante para quem já abastece no Ipiranga ao menos duas vezes por mês e passa em pedágio com frequência. Os usuários eventuais de pedágio, em sua grande maioria, serão melhor atendidos pelo pré-pago tradicional.
  • Dica para quem tem o básico: nos postos você consegue carregar o TAG usando o cartão de crédito, pela mesma taxa do site. O crédito é quase instantâneo e você ainda ganha umas milhas (bem melhor que "km de vantagem", pois têm bem mais utilidade).
  • Eventualmente não funciona (no sem parar nunca parei na cancela). Eventualmente não cobram pedágio na ayrton senna/carvalho pinto. Uma vez me cobraram duas vezes o mesmo pedágio (passagens com menos de 5 minutos de diferença, fisicamente impossíveis), numa das muitas vezes que a cancela não abriu (também na ASenna).

Semparar

  • Contratei em mais de uma ocasião. Na segunda, mudaram meu contrato uns 6 meses depois de assinado. Eu tinha um desconto "eterno" oferecido pelo vendedor do tag em um pedágio da dutra (50% de mensalidade nos meses com mais de 8 passagens de pedágio), acabaram com ele e disseram que eu estava maluco (meus extratos indicavam algum outro desconto, desconhecido, "erro do sistema"). Pouco antes disso, alteraram a conta corrente do débito automático por uma que foi cadastrada na primeira vez que tive o semparar, uns 10 anos antes. Essa conta já estava fechada há poucos anos e, consequentemente, a mensalidade não foi paga, bloquearam meu tag e começaram e me fazer ligações ameaçadores para eu pagar a dívida. Foram bem agressivos nessa recuperação de receita, disseram ter perdido meu contrato, não negociaram os juros, nem nada. Era uma questão de poucos reais, menos que 10, sendo um problema mais moral que financeiro, mas tive que aceitar a imbecilidade o atendente e contra minha vontade pagar a conta com os juros cobrados, aceitando a acusação de ter indicado a conta corrente errada. O atendente me tratou como um bandido, alguém que estava tentando passar a perna na empresa, e mesmo informando que o contrato assinado na contratação havia sido perdido pela própria empresa, eu é que estava errado.
  • Quando instalei um dos tag, informaram que era uma promoção de instalação gratis, onde não precisaria pagar pelo tag. 30 dias depois cobraram por ele. Quando questionei disseram que era isso mesmo e que havia sido um mal entendido do vendedor.
  • Algum tempo depois cancelei o tag. Se você quiser que parem de cobrar a mensalidade, você precisar devolver o tag que comprou, sem devolução de valor. O saldo em conta é (deveria ser) devolvido. Quando cancelei tinha quase 100 reais de crédito na conta (plano pós pago, com recargas pré pelo cartão de crédito). Aguardo até hoje a devolução do dinheiro (só faz uns 3 anos).

Considerações finais

Os vendedores das duas empresas agem muitas vezes de má fé, principalmente no semparar. Não acredite em nada e leia o contrato. Se não estiver escrito explicitamente, é mentira.

O semparar me foi mais de uma vez um problema, eles são mal caráter e estão pouco se lixando para o cliente. Não recomendo nem se for mais barato.

O conectcar, apesar de ser ipiranga (que não tem nenhuma credibilidade por conta dos preços e da enganação que é o "km de vantagem"), é mais vantajoso para o motorista padrão, que está apenas interessando em não pegar fila no pedágio. Já funciona em vários estacionamentos (o que não acho grande vantagem) e em todos os pedágios que tenho acesso. Como maior vantagem, custa mais barato.

Impacto da mensalidade em diversos planos no valor do pedágio/estacionamentos. Dependendo do consumo mensal, é mais interessante escolher um plano ou outro.

Comparativo de Mensalidades Conectcar e Sem Parar
Impacto da mensalidade em diversos planos no valor do pedágio/estacionamentos. Dependendo do consumo mensal, é mais interessante escolher um plano ou outro.

Perguntas e respostas sobre as TAGs

Tag do tipo ativa de 5,8Ghz
TAG ativa de 5,8GHz com dispositivo (interruptor) de remoção acionado.

 

Tag de 915MHz
TAG ativa de 915MHz com dispositivo de remoção acionado.


* O que é a TAG?


Uma etiqueta eletrônica que recebe um código através de onda de rádio e devolve outro com o número de identificação. Existem duas tecnologias de TAGs coexistindo no país, a de 5,8GHz (mais antiga porém mais sofisticada) e a de 915MHz (mais nova, simples e barata), a tendência é que nos próximos meses a de 5,8GHz seja descontinuada.


Todas as TAGs de 5,8GHz são do tipo ativo, elas possuem bateria e emitem a própria o sinal de rádio por conta própria. Depois de alguns anos, precisam ser substituídas porque a bateria se esgota. A principal vantagem das TAGs de 5,8Ghz está na velocidade da leitura. A desvantagem é ter que substituir a peça quando a bateria se esgota.


As novas TAGs de 915MHz ou 0,915 GHz podem ser ativas (com bateria) ou passivas, neste último caso usam a própria energia da onda de rádio recebida para para emitir o sinal com o código. As TAGs passivas (sem bateria) possuírem um circuito mais simples, são mais baratas, porém apresentam limitações de velocidade de leitura.


Na página da AutoFind é possível visualizar tipos diferentes de TAGs de 915MHz e suas limitações em termos de velocidade e vida útil. Na página deste outro fabricante, Q-Free, informações sobre as TAGs de 5,8GHz.


* O que fica gravado na TAG?


Apenas o código de identificação da mesma, o status de violação do TAG e o nível da bateria. Os créditos, os dados do plano e do veículo ficam gravados no servidor da empresa de meios de pagamento (Operadora do Sistema de Arrecadação).


* Meus créditos/dados bancários ficam gravados na TAG?


Não. Nenhuma informação do usuário fica gravada na TAG, todos estes dados ficam no servidor da empresa de meios de pagamento. O passar em um pedágio, a antena capta no código de identificação da TAG e envia ao servidor que autoriza ou não a abertura da cancela.


* Por que utilizar duas TAGs no Sem Parar?


A operadora do Sem Parar, Via Livre, etc... foi a primeira a definir um padrão para as praças de pedágios com TAGs de 5,8GHz. A padronização para 915 MHz é relativamente recente e obrigou a empresa a substituir todos os leitores, instalados em estacionamentos e pedágios para o novo padrão. Estes equipamentos são caríssimos e a transição está sendo realizada aos poucos. Por isso, em alguns lugares, apenas a TAG nova de 915MHz não consegue liberar a passagem.


Acredito que em menos de 1 ano, a TAG de 5,8GHz não será mais necessária. No momento (dezembro/2015) ela é!


* Posso ter a minha TAG clonada?


Sim, não é difícil clonar uma TAG. As operadoras usam outras informações do veículo obtidas através de câmeras para tentar coibir esta prática.


* Faz diferença colar a TAG acima, abaixo, do lado direito ou esquerdo do espelho retrovisor?


Não. O que bloqueia ou limita o sinal de rádio são peças metálicas muito próximas, como por exemplo o teto do veículo e a posição em que a TAG se encontra com relação à antena que envia/capta o sinal. Se a TAG estiver com o adesivo apontando para o leitor do pórtico e na horizontal, ela normalmente funciona.

Você pode testar posições diferentes no vidro prendendo a TAG com uma fita durex antes de aplicar o adesivo definitivo, assim evita posições inconvenientes.

IMPORTANTE: As TAGs passivas (sem bateria) são mais sensíveis ao posicionamento correto. Você deve evitar colocá-las na posição vertical.


* Preciso colar a TAG no vidro para que ela funcione?


Não. Ela funciona em qualquer lugar, desde que consiga receber as ondas de rádio do pórtico.


* O que é o dispositivo de segurança que detecta a remoção/violação da TAG desabilitando a mesma?


As TAGs do tipo "caixinha" possuem duas metades, uma delas é a própria caixa e a outra está na parte da fita adesiva colada no vidro. Ao puxar a caixinha sem descolar a fita do vidro você separa estas duas peças e interrompe parte do circuito interno. Veja abaixo como remover a TAG sem acionar o dispositivo de segurança.


As TAGs do tipo adesivo são projetadas para "rasgar" quando removidas. Ainda assim é possível removê-las com cuidado e continuar utilizando.


* Como remover a TAG sem acionar o dispositivo de segurança contra remoção/violação?


Use um fio de nylon (linha de pesca) para "cortar" a fita dupla face que cola a TAG no vidro. Existem diversos vídeos no YouTube que explicam o processo. Em nenhuma hipótese puxe a TAG do vidro segurando pelo corpo, isso vai acionar o dispositivo de segurança.


Algumas TAGs do tipo adesivo podem ser removidas com cuidado, utilizando um aquecedor de ar ou secador de cabelos para derreter a cola.


* Se eu removi a TAG sem acionar o dispositivo de segurança, posso colar novamente?


Sim, ela vai funcionar. As empresas que substituem para-brisas danificados fazem isso sempre.


* Se eu não preciso colar a TAG no vidro, posso usar a mesma TAG em mais de um veículo?


Tecnicamente sim. Ela vai funcionar. Na prática você está descumprindo os termos do contrato e pode ter o serviço bloqueado caso a operadora descubra (através da comparação da placa/modelo na foto do carro com o registrado no sistema).


* Por que a velocidade nas praças de pedágio é limitada a 40km/h?


Esta velocidade foi definida por motivos de segurança: existem pessoas cruzando vias, um afunilamento da estrada após o pedágio e um risco do carro da frente ser barrado pela cancela. As TAGs podem ser lidas em velocidades superiores a 100km/h. Da forma com que os pedágios são construídos atualmente, acho impossível que este limite seja aumentado.


* Quanto tempo dura a bateria interna das TAGs modelo ativo?


Entre 3 e 5 anos.


* A TAG registra minha posição ou velocidade? Pode ser rastreada?


Não. A TAG não permite rastreamento em tempo real mas pode ser usada para identificar os veículos que passam em um determinado pórtico. Este é o princípio das placas eletrônicas que o Governo Federal vem tentando implementar ha anos sem sucesso, o SINIAV ([1]).


* Os pedágios poderiam fazer a cobrança por leitura eletrônica de placas ao invés de usar as TAGs?


Sim. Isso já ocorre em alguns países.


* A concessionária da rodovia, a polícia federal e a operadora do meio de pagamento tem acesso aos dados da passagem de meu veículo pelo pedágio?

Sim. Todas as passagens são fotografadas, a imagem das fotografias é compartilhada. A resolução ARTESP 01 descreve em detalhes todas as informações que são compartilhadas.

Comentários

Parabéns pelo artigo!! Muito completo e objetivo. Tirou várias dúvidas minhas sobre as duas empresas de cobrança de pedágio citadas.

Excelente artigo. Muito bem explicado e me ajudou a decidir em qual excolher. Optei pelo o ConectCar com o plano abasteceai. Acho que para o meu perfil vai ser melhor. Obrigado

Muito obrigado pelas informações. Vamos lembrar que a SemParar é da Camargo Correia, uma empresa que já admitiu a corrupção como método - você confia? Você acha que essa empresa merece você como cliente?

Ótimo artigo, parabéns. 

Gostaria de adicionar mais um ponto desfavorável ao Sem Parar. 

Em Março/17 estão querendo começar a cobrar R$3,54 por mês para enviar conta pelo correio. 

Conta física não é alterável, já na internet tudo é possível...

E se você não tiver acesso? Não vê nem consegue pagar se não for débito automático.

Não é justo discriminar clientes que não tenham acesso ou não queiram ter ou que queiram uma evidência física da empresa.

Abri um chamado e responderam dizendo que é isso mesmo... 

Vale ir ao PROCON se alguém mais sentir-se lesado por um pequeno abuso como este. 

É possível andar com a tag no porta luvas e "segura-la com a mão contra o parabrisas do carro quando for passar no pedágio?

Acho medonho essa tag e não gostaria de tê-la  colada no carro. 

O adesivo pra mim está fora de cogitacao, pois a conectcar, que hj em dia é a mais vantajosa, nao trabalha com ele!

obrigado

Ótimo artigo, parabéns pelo conteúdo. Me ajudou bastante para tomada de decisão. Irei de CONECTCAR mesmo, no momento é o mais vantajoso. Aqui no RJ está com 100% de cobertura nos locais possíveis que eu possa utilizar. Só espero que eu dê sorte com o serviço e que meu TAG não dê problema como aconteceu com algumas pessoas.

Tenho tag caixinha da Conectcar ha 3 anos, e no ultimo fim de semana deu passagem manual em TODOS os pedagios (diferentes concessionarias). Mas se voce nao ligar e pedir para trocar a tag eles não vão fazer isso, apesar de eles detectarem o procedimento de lancamento manual. Agora vai vir um adesivo, vou ver se colo ou se deixo no porta luvas que nem o colega ja mencionou pois estou para trocar o carro no meio do ano.

As pequenas empresas realmente tem nos nichos de negócios uma grande oportunidade como percebido na matéria. Fico muito grata pela informação e assim vislumbrar novas oportunidades!